Sede da Bosch, na Alemanha, vai pedir esclarecimentos a diretoria da fábrica de Curitiba sobre casos de assédio moral

O presidente da Comissão de Trabalhadores da Bosch, Alfred Löckle, que tem assento no Conselho Administrativo da multinacional, na Alemanha, respondeu ao ofício enviado pelo Sindicato. Alfred informou que a direção da matriz na Alemanha já foi comunicada do que está acontecendo na planta de Curitiba e vai exigir esclarecimentos dos responsáveis pela unidade. Ainda segundo o comunicado, a direção da Bosch na Alemanha definiu como ” arbritrário e intolerante” a postura da fábrica daqui em colocar seguranças armados para vigiar e constranger os trabalhadores.

Veja abaixo a resposta de Alfred Löckle, via email, em alemão, e mais abaixo a tradução em português:

“die Firmenseite wird mit der Standortleitung Kontakt aufnehmen und einen Bericht zu den Vorgängen anfordern… Wir waren uns einig, dass es nicht angeht, dass bewaffnete Sicherheitsleute in Versammlungen der Arbeitnehmer eingeschleust werden.

Mit freundlichen Grüßen / Best regards

Alfred Löckle

Robert Bosch GmbH
(GBR/KBR)
Postfach 10 60 50
70049 Stuttgart
GERMANY
www.bosch.com”

Tradução em português:

“A empresa vai contatar a diretoria da empresa (em Curitiba) e pedir uma posição sobre os acontecimentos relatados. Nós chegamos a acordo de que é absolutamente intolerável que encarregados de segurança armados sejam infiltrados nas Assembleias de trabalhadores”.

Alfred Löckle

Robert Bosch GmbH
(GBR/KBR)
Postfach 10 60 50
70049 Stuttgart
GERMANY
www.bosch.com”

Clique aqui e confira o ofício enviadno para a Alemanha.

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3 respostas a Sede da Bosch, na Alemanha, vai pedir esclarecimentos a diretoria da fábrica de Curitiba sobre casos de assédio moral

  1. Robson dias rosa disse:

    Sou filho de Pedro Mário dias rosa ,onde meu pai teve que escrever em punhos porque queria ir embora ,pois os pessoal ficava no pé para ele sair ,só pediram para ele sair e escrever em punhos porque ele conhecia um dos acionista da empresa também me mandaram embora será poque
    O nome do acionista deve ser scochi não queríamos sair da empresa……

  2. Anônimo disse:

    ESPERO QUE ALFRED LOCKLE ,TRATE CO SERIEDADE ESTES CASOS DE ASSÉDIO MORAL, E NÃO CAIA NA CONVERSA MOLE DO KORIOT E DE SEUS CAPANGAS E URUBUS , POIS ELES SÃO ESPECIALISTAS EM MANIPULAÇÃO ,ASSÉDIO ,COAÇÃO ,TORTURA PSICOLÓGICA, MENTIRAS E OUTROS.

  3. Ivens Tadeu Silveira disse:

    Como relembrar é viver, vamos lá:

    - Na visita do G1 à Bosch Curitiba os funcionários foram impedidos de circular nos barracões por onde ia passar o diretor. Na mesma visita o pessoal da limpeza foi delicadamente convidado a ficar nos banheiros durante o período da visita;
    - Nas negociações de dissídio e PLR eram distribuídos chefes nos ônibus para assediar os funcionários;
    - Nas reuniões informativas constantemente era dado o seguinte recado: “Estamos inviabilizando a planta, se isso não for aprovado podemos fechar a fábrica”
    - Nas votações sindicais eram usadas câmeras para identificar os funcionários que votassem por não aprovar alguma proposta enviada pela empresa;
    - Nas votações sindicais os chefes exigiam de seus funcionários que ficassem ao seu lado durante a votação para assim assegurar que ninguém levantaria o braço para reprovar uma proposta apresentada pela empresa, ainda mais ao lado do seu gestor;
    - Durante as greves alguns funcionários eram expostos a situações constrangedoras contra o sindicato por terem seus nomes colocados nas “listas de exceções”, quando impedidos de entrar por algum motivo sofriam ameaças de seus chefes por telefone incitando-os a forçar a entrada na empresa.

    E por aí vai….